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Mais de R$ 106 milhões são liberados para retomada de obras do conjunto Tancredo Neves

26 de dezembro de 2018
16h 00

Maior empreendimento habitacional já realizado na Cidade nos últimos 30 anos, a construção do Conjunto Habitacional Tancredo Neves 3 será reiniciada em 2019. A obra está garantida com a liberação de R$ 106,4 milhões em recursos do Governo Federal, beneficiando cerca de 4,5 mil munícipes de áreas de risco socioambiental, atendidos pela Cohab, com 1.120 novas moradias.

O anúncio de investimentos foi feito pelo ministro das Cidades, Alexandre Baldy, nesta quarta-feira (26), que esteve em Santos para também liberar verbas para obras de saneamento e mobilidade urbana. A cerimônia, no Paço Municipal, teve a presença de autoridades municipais, estaduais e federais, de representantes da Prefeitura e lideranças comunitárias.

No total, o empreendimento custará R$ 140 milhões, sendo os R$ 33,6 milhões restantes de parte do Estado, via programa Casa Paulista. Cada unidade será subsidiada em R$ 125 mil - R$ 95 mil federais e R$ 30 mil estaduais. “São recursos investidos para que pessoas sejam reassentadas, retiradas de áreas insalubres, de extrema vulnerabilidade do ponto de vista humanitário de habitação, para viverem em um lugar digno”, afirmou o ministro. Ressaltou ainda que a obra estava inclusa no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e que foi migrada para o ‘Minha Casa Minha Vida’ para viabilização dos recursos necessários.

“Buscamos essa migração e fomos atrás da diferença que faltava para cada uma das unidades junto ao Governo Estadual. Esse projeto habitacional se soma às várias intervenções que estamos fazendo na Cidade para melhorar a vida dos santistas”, disse o prefeito, destacando outro empreendimento habitacional a ser realizado no Estradão, na Zona Noroeste. Ele lembrou ainda o Santos O (São Manoel) Santos R (Morro Nova Cintra) e Caneleira 4, em construção, além do Santos T, na Vila Santa Casa, entregue este ano.  

Para o superintendente da Caixa Econômica Federal na Baixada Santista, Sidney Soares Filho, o empreendimento “é uma grande conquista para o Município, que vai trazer moradia para cerca de 5 mil pessoas”. A liberação de recursos contou com apoio dos deputados federais João Paulo Tavares Papa e Beto Mansur, presentes na cerimônia. Também estava o presidente da Câmara Municipal, vereador Adilson Júnior.   

 

ESTRUTURA E HISTÓRIA

 

O Conjunto Habitacional Tancredo Neves 3 terá 28 prédios de cinco pavimentos (térreo mais quatro andares), com 40 unidades cada. O empreendimento, construído em um terreno de 35 mil m² pertencente à Cohab, na Rua Manoel Sierra Perez, na Cidade Náutica (São Vicente), é constituído de nove lotes residenciais, áreas institucionais, lazer e comercial.

As unidades terão 44,47 m², com dois quartos, sala, cozinha, área de serviço e banheiro, vagas de estacionamento para automóveis e motos. Também haverá garagem coletiva e área verde de 30 mil m² para uso do conjunto. A previsão de término da obra, a cargo da nova construtora, a Saned Construções, é de 18 meses.

Iniciados em janeiro de 2014 por meio de convênio firmado entre Prefeitura e governos federal (PAC) e estadual, os serviços estavam paralisados desde 2016. Em 2017 foi solicitada ao Ministério das Cidades a migração do PAC para o Minha Casa Minha Vida. Com a troca de programa houve necessidade de nova licitação. A antiga construtora (Terracom/Mendes Júnior) já havia realizado a fundação e estaqueamento de alguns prédios, além da infraestrutura externa de água e esgoto. O projeto estrutural dos imóveis foi mantido sem alterações.

 

Macrodrenagem também recebe recursos

 

As obras de macrodrenagem da Zona Noroeste, que incluem a construção de estações elevatórias com comportas, além de galerias e canais de deságue, também contarão com recursos de quase R$ 77 milhões do Governo Federal, dentro do Programa Avançar Cidades - Saneamento. A expectativa é de que, ainda no primeiro semestre de 2019, sejam iniciadas as licitações para execução das obras. O valor autorizado pela Câmara é de R$ 81 milhões, sendo R$ 5 milhões de contrapartida da Prefeitura.

“É uma obra de saúde pública, porque cada real investido em saneamento, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), representa R$ 4 a R$ 5 em investimentos em saúde“, falou o ministro. O recurso também foi destacado pelo prefeito. “Nesses R$ 81 milhões estamos agregando as estações elevatórias, que vão garantir o bombeamento de água quando ocorrer chuva forte e maré alta, eliminando alagamentos não só na entrada da Cidade, mas em todo o entorno. A Avenida Beira Rio, que será a primeira estação construída, é um projeto aguardado há muito tempo e que estamos tirando do papel com boas parcerias”.  

 

Foto: Isabela Carrari

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