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Evento celebra os 86 anos da Revolução Constitucionalista de 1932

9 de julho de 2018
13h 53

A manhã do feriado (9) em que se recorda a Revolução Constitucionalista de 1932 foi marcada por cerimônia especial e homenagens, diante do monumento Filhos de Bandeirantes, na Praça José Bonifácio (Centro). Este ano é o 86º aniversário de um dos momentos mais importantes da história de São Paulo e do País. A solenidade foi promovida pela Prefeitura e Associação dos Combatentes de 1932 de Santos.

O evento contou com a presença de representantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, Grupo Escoteiro do Mar Almirante Barroso, além de diversas entidades e autoridades. Os hinos Nacional e de Santos foram tocados pela banda da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea. Eles também apresentaram a música Paris Belfort, símbolo da revolução.

O presidente da Associação dos Combatentes de 1932 de Santos, Ernesto Tilly Júnior, recordou a luta dos paulistas, a colaboração dos santistas e a importância da data. O diretor da instituição, Clóvis Pimentel, explicou que São Paulo se levantou contra uma ditadura, lutando pela Constituição, promulgada por Getúlio Vargas somente em 1934. “Sempre digo que esta é uma revolução em que os perdedores comemoram os três meses de batalha. Tivemos a nossa contribuição para tudo o que veio após este fato histórico”. Ele ainda leu o Credo Paulista, escrito pelo poeta Guilherme de Almeida.

Membro da associação, Murilo Pinheiro Lima Cypriano, lembrou a participação do tio Solón Pires na luta. “Ele e os irmãos foram combatentes. Apesar de não derem nascido aqui, firmaram residência na Cidade e foi daqui que saíram para a batalha. Gosto de falar que São Paulo queria a Constituição em prol do Brasil, para todos”, completou.

A cerimônia ainda homenageou personalidades que colaboraram de alguma maneira com a Associação: comendador Ricardo Fernandes Tavares; o engenheiro mecânico e neto de combatente, Luís Gilberto Moreira Corrêa; Fábio Alexandre de Araújo Nunes (professor Fabião); a filha de combatente, Sueli Lourenço e a nora de combatente, Beiruth Milanez Carvalho.

“Foi um grande prazer receber esta homenagem e a recebo em nome do meu sogro Silvestre de Carvalho, que tanto se empenhou por todos. Estou emocionada de estar aqui”, disse Beiruth. Após os pronunciamentos, as autoridades deram a tradicional volta ao redor do monumento e deixaram uma coroa de flores.

 

Foto: Isabela Carrari

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