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Escola Radical de Surf em Santos completa 28 anos e aponta para expansão

28 de junho de 2019
16h 45
Dezenas de surfistas postam para fotos. Ao fundo há um paredão de pranchas. Os atletas estão na frente. Os que estão na fileira da frente estão com as pranchas sobre a areia na transversal. #Pracegover

Incorporada ao cenário da praia da Pompeia, a Escola Radical de Surf da Prefeitura comemorou nesta sexta (28), 28 anos de atividades. Alunos, professores, comunidade do surfe e autoridades marcaram presença na cerimônia marcada pela tradicional homenagem ao pioneiro do surfe, Osmar Gonçalves, em cuja estátua foi colocado um colar havaiano.

A unidade atende duas mil pessoas por ano entre alunos, projetos e parcerias, no surfe e no body board. Desde o início das atividades, em 1991, mais de 30 mil pessoas passaram pelo local. Atualmente são atendidos mais 500 alunos nas aulas de surfe e body board, em turmas específicas para pessoas acima de 50 anos e com deficiência. As atividades são realizadas com apoio das lojas Sthill.

Ao participar da comemoração, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa falou sobre a dedicação da equipe da escola e a ampliação das atividades. “O que fazem aqui transforma a vida das pessoas. Santos tem o pioneirismo em várias áreas e no surfe não é diferente; até o final do ano teremos mais uma escola, ampliando a capacidade de atendimento”, disse o chefe do executivo, referindo-se à construção da primeira escola pública inclusiva da modalidade, no posto 3 da praia.

O coordenador da unidade, Cisco Aranã, que iniciou o projeto, falou sobre a data. “Incrível, 28 anos, para nós é motivo de orgulho. Esta escola é uma conquista da família onde a base foi construída lá atrás; hoje é uma referência para o mundo, inclusive na questão da inclusão. É uma honra fazer parte deste dia”.

 

 

RELAÇÃO ANTIGA

 

A autônoma Carla Lima, 41 anos, moradora do  Gonzaga, tem história na escola. “Entrei quando tinha 18 anos, era aluna do professor Irapajy, depois de um tempo sai. Casei, fui mãe e agora voltei, trouxe minha minha filha que hoje (28) fez sua primeira aula, justamente com o mesmo professor. É um ambiente onde se encontra pessoas de todas as idades e classes sociais, aqui todos são iguais e bem tratados”.

O aposentado Hamilton Fernandes, 61, do Estuário, sente gratidão pela Escola Radical. Surfei durante 40 anos, mas há dois tive um AVC; fui abençoado por poder estar aqui, estou voltando a pegar onda. Estava todo travado, passei a melhorar meus movimentos, os professores têm sido muito bons, só tenho que agradecer o que estão fazendo por mim”.

 

Fotos: Isabela Carrari

 

 

 

Galeria de Imagens

Estátua de pioneiro do surfe, com a respectiva prancha, está com um colar de flores. #Pracegover
Estatua do pioneiro do surfe, Osmar Gonçalves, com o colar de homenagem

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