Em celebração ao Dia do Turismo Étnico, estudantes conhecem locais construídos e frequentados por escravos

25 de julho de 2018
15h 54

Dia Municipal do Turismo Étnico Afro-Brasileiro (20) e o Dia Nacional da Mulher Negra (25) foram celebrados, nesta quarta-feira (25), com passeio histórico realizado pelo Conselho Municipal da Comunidade Negra. Participaram cerca de 50 alunos da escola municipal Avelino da Paz Vieira e adolescentes do Centro de Aprendizagem e Mobilização Profissional e Social (Camps).

A programação começou no Centro, com uma apresentação aberta de capoeira na Praça Mauá, comandada pelo professor Igor Perroni. Na sequência, os estudantes seguiram acompanhados por professores e pelo historiador José Dionísio de Almeida, da Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams), rumo à Igreja do Rosário dos Homens Pretos.

Almeida contou a história da construção do templo. “Até 1822, havia apenas a Igreja do Rosário dos Homens Brancos, na Praça da República, com horário restrito para entrada de negros. Então, a irmandade afrodescendente arrecadou fundos e ergueu esta igreja”.

Em seguida, o grupo se dirigiu ao Teatro Guarany, onde, segundo o historiador, ocorriam comícios e palestras sobre a abolição da escravidão, que tinha em Santos um dos maiores focos de mobilização do País. “Este também era o local onde os negros recebiam a carta de alforria”, conta.

O roteiro ainda incluiu a Cadeia Velha, o Quilombo do Jabaquara e o Quilombo do Pai Felipe, o “Rei do Batuqueiro”, onde hoje está instalado o pátio da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Conhecimento

Aluno do sexto ano da Escola Avelino da Paz Vieira, Sandro Rodrigues, de 11 anos, se disse contente com os novos conhecimentos históricos adquiridos. “Foi interessante saber que existia uma igreja só para brancos e que os negros construíram uma própria para ter contato com Deus”.

Fotos: Susan Hortas

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