Construção de barreira na Ponta da Praia será concluída nesta semana

10 de abril de 2018
18h 14

A obra do Projeto Piloto da Ponta da Praia será finalizada nesta semana. Para a conclusão da barreira submersa, com mais de 500 metros e em formato de “L”, faltam apenas sete bags (sacos), que ainda serão preenchidos com areia.

Esta é a primeira vez que a técnica é utilizada no Brasil. Além de minimizar o impacto das ondas, a estrutura servirá como uma espécie de armadilha para a areia e pode servir de modelo para outras cidades litorâneas que sofrem os mesmos problemas de Santos.

A barreira, instalada entre a Rua Afonso Celso de Paula Lima e o canal 6, é formada por 49 bags de geotêxtil enchidos com areia da própria praia e deve passar pelos primeiros testes já em abril, quando começa o período de ressacas.

Após a conclusão da obra, o trecho da praia entre o canal 6 e o Aquário será liberado.

 

HISTÓRICO


Ao longo dos anos, a faixa de areia na Ponta da Praia está diminuindo. O sedimento é carregado para a região do canal 2. Isso obriga a Prefeitura a transportar o material de volta, por caminhões. Mas o trabalho constante não é suficiente.

O processo erosivo foi acentuado a partir de 2011. Com o avanço do mar e a perda da areia, um poste de iluminação precisou ser retirado, uma parte da tubulação da Sabesp também foi desativada e acessos à praia como escada e rampas não existem mais.

Segundo os professores da Unicamp e autores do projeto piloto, Tiago Zenker e Patrícia Dalsoglio Garcia, entre 2013 e 2016, a Ponta da Praia perdeu quase 80 mil metros cúbicos de areia.

Sem a faixa de areia, a estrutura urbana fica mais exposta aos efeitos das ressacas. Em 2016, dois grandes eventos destruíram as muretas da Ponta da Praia e o Deck do Pescador. O mar também invadiu prédios e clubes da Ponta da Praia.

 

Como funciona

Cada bag tem 25 metros de extensão e, depois de preenchido com a areia, pesa cerca de 300 toneladas. Para o enchimento dos sacos serão usadas 14 mil toneladas de areia.

 

A barreira tem formato de “L”. A estrutura paralela à praia servirá para diminuir a energias das ondas. A outra vai servir para diminuir o processo erosivo, ajudando a armazenar areia no local. Com o sedimento que a Prefeitura continuará transportando para a Ponta da Praia, o resultado esperado é o “engordamento" da praia.

 

Por se tratar de modelo físico montado em tamanho real e no local, também servirá para ampliar conhecimentos que indicarão intervenções definitivas para conter o processo erosivo. Os professores da Unicamp vão acompanhar os resultados do projeto.

 

Foto: Susan Hortas 

 

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