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Cidades da região participam de fórum sobre turismo

18 de outubro de 2018
16h 26

A temporada de cruzeiros marítimos 2017-2018 representou a criação de 27.748 empregos no País e um impacto econômico de R$ 1,792 bilhão, valor que envolve despesas das armadoras nas operações dos navios e gastos gerais de passageiros e tripulantes. Isso significa que, a cada grupo de 15 cruzeiristas, é gerado um emprego a bordo e em terra.  

Os dados foram apresentados na manhã de quinta-feira (18) pelo diretor da Costa Cruzeiros René Hermann, que abriu o ciclo de palestras do Fórum MICE e Turismo do Litoral Paulista, promovido pelo Costa da Mata Atlântica Convention & Visitors Bureau, no Mendes Plaza Hotel.

A programação contou com a presença de representantes dos nove municípios da região metropolitana e de Bianca Colepicolo, secretária-adjunta de Turismo do Estado. MICE (Meetings, Incentives, Conferences, and Exhibitions, isto é, reuniões, incentivos, congressos e exposições) é uma sigla alusiva a um tipo específico de turismo, em que grandes grupos reúnem-se para um propósito particular.

Em 2016, os 24,7 milhões de turistas que embarcaram em cruzeiros para os mais diferentes destinos do planeta demandaram a criação de 1.021.681 empregos. “Isso representa a geração de um emprego a cada 24 cruzeiristas”, afirmou Hermann, citando levantamentos da Clia Brasil (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos). Ainda nesse ano, os cruzeiros marítimos tiveram um impacto econômico de US$ 126 bilhões em termos mundiais, com US$ 41,1 bilhões pagos apenas em salários.

 

SANTOS

Para o diretor da Costa Cruzeiros, “falar de cruzeiros marítimos em Santos é maravilhoso”. Ele elogiou os jardins da orla e frisou ser na Cidade que a armadora coloca seu destino principal no País.

“Santos tem que tirar o máximo de proveito dessa situação”, prosseguiu, lembrando que o movimento de cruzeiros cresceu 57% nos últimos nove anos, passando de 17,8 milhões de passageiros para 28 milhões. A Costa, aliás, adiantou ele, já está cogitando deixar um navio o ano inteiro no Brasil, para cruzeiros no Norte e Nordeste.

O total de cruzeiristas na América do Sul, entretanto, representa apenas 2,1% do movimento do setor no mundo, estando em primeiro lugar o Caribe, com 35,4%, seguindo-se os países do Mediterrâneo, com 15,8%. “Isso acontece porque há navios o ano inteiro no Caribe, boa infraestrutura e taxas competitivas”, explicou Hermann, acrescentando que, no Mediterrâneo, os cruzeiros têm público inclusive no inverno. “No ano passado, 134 mil brasileiros fizeram cruzeiros no exterior, o que significa que R$ 135 milhões deixaram o país”.

 

MAIS CRUZEIRISTAS

 

Na temporada 2018-2019, que começa no dia 24 de novembro, sete transatlânticos farão cruzeiros na costa brasileira, número igual ao de 2017-2018. Mas o total de passageiros deverá crescer entre 15% e 20%, na previsão do diretor do Costa Cruzeiros, tendo em vista a presença de navios maiores, como o MSC Seaview, com 5.429 leitos, lançado este ano; itinerários menores e temporada maior, com término em 19 de abril, totalizando 100 dias, 71 dos quais com navio no porto santista.

Na sequência, Celso Guelfi, da Global Travel Assistance (GTA) falou sobre a importância do seguro viagem no turismo, lembrando que apenas 35% dos brasileiros fazem turismo com essa retaguarda. Já Toni Santos, da Unedestinos, enfocou turismo e eventos: oportunidades para o destino, ressaltando a importância de envolvimento de todo o trade no acolhimento aos visitantes.

À tarde, Juan Pablo De Vera, presidente da Reed Exhibitions Brasil, abordou o futuro dos eventos, oportunidades de negócios; enquanto Marcelo Barone, da Stella Barros Turismo, apresentou o tema A magia Disney com a vovó Stella. A programação foi encerrada com Beto Montoro, cofundador da Dr. Benefício, que falou sobre Cartão do Turista - Cupons & Proteção.

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