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Ciclo de palestras engloba saúde da mulher para servidoras no Guarany

27 de março de 2019
6h 55

Como lidar com o climatério, detecção precoce do câncer de mama e a importância da vacinação em adultos. Os três temas foram abordados na manhã desta terça (26), no Teatro Guarany, em um ciclo de palestras com médicas especialistas, promovido pelo grupo técnico de saúde da mulher da Secretaria de Saúde.

O evento, destinado às servidoras municipais - que são maioria no quadro do funcionalismo municipal -, foi aberto com a desmistificação do climatério apresentado pela ginecologista obstetra Maria Virginia Oliveira que levou informações importantes dessa fase de tantas alterações hormonais, com a redução do nível de estrogênio no organismo, normalmente próximo aos 45 anos.

Com o objetivo de incentivar a terem mais qualidade de vida, a médica esclareceu que climatério não é patologia, mas uma fase da vida; e com aumento da expectativa de vida da população, já são milhões de mulheres a passar por esse estágio, número que deve aumentar ainda mais. “Uma parcela não apresenta sintomas, mas outra pode sentir a onda de calor, dor de cabeça, ansiedade, ter aumento de peso, fadiga, perda de libido, depressão, osteoporose, entre outros”.

Para esta fase da vida, a médica também destacou a atenção necessária com os cuidados de saúde devido ao aumento de risco para doenças cardiovasculares e carcinomas e perda de massa óssea.

“O marco da menopausa pode trazer angústia às mulheres pelo que a sociedade cobra delas. É preciso desmistificar a perda da juventude; como poder assumir os cabelos brancos, por exemplo”, comenta Maria Virginia. “É importante também fazer esse trabalho com as meninas desde a infância e adolescência porque essa fase da vida vai chegar para todas”.

 

PREVENÇÃO

Segundo dados da Secretaria de Saúde, o câncer de mama é a primeira causa por óbito dentro deste tipo de doença entre as mulheres de Santos, e por isso voltou a ser assunto neste mês de homenagens ao sexo feminino. Para falar do tema, a ginecologista obstetra e mastologista Roberta Santoro enalteceu o autoconhecimento do corpo aliado à procura médica, independente de apresentar sintomas, e fazer a mamografia para rastreamento do câncer de mama.

No dia a dia, as mulheres podem perceber as alterações da mama, afirma Roberta, com presença de área mais endurecida, dor, saída de secreção espontânea ou quando o mamilo é apertado, feridas que aparecem no mamilo e vermelhidão sem melhora com uso de medicamentos. “Se detectados precocemente, 95% dos casos têm cura absoluta”.

 

Imunização é importante para adultos

 

Quando se fala em vacinação, logo vem à mente: crianças. Mas a vacinação dos adultos é tão importante quanto a dos pequenos. Segundo a médica Marcia Faria Rodrigues, as principais imunizações para essa camada da população são HPV, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), hepatites A e B, difteria, tétano e coqueluche e catapora (para quem não contraiu a doença ainda).

Além da vacinação em adulto ajudar na formação de barreira para evitar o contagio da doença, Márcia destaca a responsabilidade em relação à saúde das crianças. “A cobertura vacinal delas é muito maior do que em adulto. É comum as mães levarem as crianças para tomar a terceira e quarta doses mas elas não tomam a própria dose. É importante que o adulto se vacine; não adianta só levar a criança; nós não podemos abrir guarda. Nós, adultos, somos os responsáveis para que essas doenças não circulem no nosso meio”.

A médica também destacou que nenhuma vacina é 100% eficaz e por isso a importância de todos se vacinarem. “Chamamos isso de imunidade de rebanho com altas coberturas vacinais para conseguir bloqueio e proteger indiretamente as pessoas em que a vacina não fez efeito ou aquelas que não podem ser vacinadas”.

 

Foto: Susan Hortas

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