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Câmara aprova uso de trecho de rua para implantação de usina de compostagem

17 de dezembro de 2018
12h 28

A Câmara de Santos aprovou, nesta segunda-feira (10), o Projeto de Lei 260/2018, que desafeta da classe de bens de uso comum do povo e transfere para a classe de bens de uso especial um trecho da Rua Benildo Gordiano de Carvalho, na Alemoa. O local será utilizado para instalação da usina piloto de compostagem de resíduos orgânicos do projeto "Santos Sustentável: Compostagem e Agricultura Urbana". O projeto agora segue para sanção do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB).

O espaço compreende a quadra localizada entre a Avenida Vereador Alfredo das Neves e a linha férrea, e tem cerca de 3.120 m². O projeto piloto custa R$ 1 milhão e é custeado pelo Fundo Nacional de Meio Ambiente, com financiamento do Fundo Socioambiental da Caixa (com vigência de dois anos de duração), de acordo com Acordo de Cooperação assinado em março deste ano. 

Desse total, R$ 989 mil são de recursos federais, enquanto a Prefeitura de Santos entrará com contrapartida de R$ 11 mil.

A estação piloto de produção e distribuição de composto orgânico estava prevista para ser instalada, anteriormente, no bairro Piratininga. A usina deve contar com uma máquina para triturar galhos e um minitrator, e receberá restos de poda urbana, feiras livres e da venda de pescados, a fim de que sejam transformados em composto orgânico (adubo), que será utilizado nos vegetais presentes nos parques da Cidade como Jardim Botânico e Orquidário, praças e jardim da orla.

De acordo com a Prefeitura de Santos, a expectativa é que a usina possa fazer a compostagem de até 10 toneladas de resíduos orgânicos por dia. O procedimento é visto como uma das formas de solucionar o problema do excesso de resíduo orgânico produzido no Município, cerca de 60% do peso de todo resíduo gerado, que seria destinado aos aterros sanitários.

Composta Santos

O Composta Santos é um programa de incentivo à reciclagem de resíduos sólidos orgânicos que a Prefeitura Santos apresentou como forma de reduzir o envio de materiais para o aterro sanitário do Sítio das Neves e promoção da agricultura urbana. A iniciativa é desenvolvida no âmbito do Projeto Santos Sustentável: Compostagem e Agricultura Urbana.

Entre os principais objetivos estão: ampliar o conhecimento público e institucional sobre compostagem e agricultura urbana; aumentar a segregação em três frações (recicláveis secos, recicláveis orgânicos e rejeitos) e compostagem; menor destinação de material para aterro; promoção da Agricultura Urbana (aproveitamento do composto e do biofertilizante líquido); melhor eficiência na gestão de resíduos e gastos públicos e geração de renda, economia solidária e ecomercado.

 

Fonte: A Tribuna On-Line - Publicado em