Conteúdo

Alunos escrevem cartas para si mesmos em exercício de cidadania e autoestima

28 de março de 2019
17h 59

Na era digital,  imagine-se muito mais velho escrevendo uma carta a si mesmo, com a idade atual. Ou, com a idade de hoje, para a criança de 5 anos que já foi um dia. Foi o que fizeram os alunos de 6º a 8º anos das escolas Mário de Almeida Alcântara (Valongo) e Avelino da Paz Vieira (Vila Nova) nesta quarta-feira (28), na oficina ‘Escrita para Adolescentes’ do projeto Memórias em Rede, realizado pelo Instituto Devir Educom em parceria com a Associação de Pais e Mestres (APMs) das duas unidades de ensino.

A atividade teve como objetivo sensibilizar os estudantes para a escrita criativa, já que eles serão ‘repórteres’ na busca de histórias de cidadãos comuns de Santos que revelem a relação afetiva sujeito-cidade, significando e ressignificando o espaço público. Com papeis e canetas nas mãos, escreveram memórias, conselhos, palavras de consolo e de perseverança.

Quem ministrou a oficina foi a jornalista convidada Naia Veneranda, de São Paulo, que ao final foi entrevistada pelos alunos. A reportagem completa sobre a atividade está sendo produzida pelos estudantes e irá ao ar no canal do Devir Educom no Youtube (https://www.youtube.com/channel/UCRTrfhi6rRMWrJvhLhsf8WA). “Foi muito legal escrever e colocar melhor as palavras no papel”, respondeu a aluna Amownhary Angel Santos para a colega Letícia Victoria, que estava na função de repórter. O estudante Claudio Pascoal Rocha achou divertido. “Escrevi uma carta para um amigo meu”.

O Memórias em Rede é uma iniciativa conduzida pelos princípios da Educomunicação e apoiada nos recursos da Comunicação e da Tecnologia. Tem como objetivo promover o protagonismo de jovens e a troca de conhecimento entre gerações. Ao ‘brincarem’ de ser jornalistas, editores, produtores ou técnicos, eles exercitam a cidadania, resgatam a autoestima e desenvolvem o sentido de pertencimento por onde vivem. O projeto conta com a parceria da Escola SuperGeeks de Santos e do Museu da Pessoa (SP), e apoio da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPEducom).

 

Foto: divulgação