Prefeitura Municipal de Santos


  • 11 OUT 17
    Quando as vitórias do esporte vão além das competições Atualizado em: 19 out 2017 às 07h
    Emília Santos, em primeiro plano, faz exercícios no M.Nascimento. Ela está agachada e  apoiada com um dos joelhos no chão. #pracegover

    Foi durante uma aula de ginástica no Centro Esportivo e Recreativo M. Nascimento Jr., na Zona Noroeste, que Emília Santos sentiu pela primeira vez uma fisgada no seio.

    Na hora, achou que se tratava de uma reação ao exercício. Como a sensação persistiu nas aulas seguintes, a professora Laís Tamer resolveu acompanhar a aluna na consulta médica.

    Assim, no Outubro Rosa de 2015, Emília iniciou o tratamento contra o câncer de mama. Além da retirada do quadrante do seio, foram 21 sessões de quimioterapia, 12 de radioterapia e 21 injeções devido à baixa imunidade.

    E como esporte inspira competição, nessa luta contra a doença a palavra de ordem era vencer. Emília não teve apenas a torcida a seu favor. As amigas da ginástica foram tão importantes quanto os remédios.

    E assim, juntas, elas aprenderam a maior de todas as lições do esporte: sozinho, ninguém consegue vencer. “Elas se revezavam ou estavam em grupo. Não deixaram de estar comigo em nada. Consegui enfrentar tudo pela minha filha e por elas. Foram mais presentes e importantes que minha própria família. Agradeço as amigas que tenho e a sorte de ter um anjo da guarda com o nome Laís Tamer”, conta Emília.

    Família

    “Sempre foi um grupo unido e alegre, com muitas festas. O que aconteceu com a Emília mostrou o que já sabíamos. Realmente somos uma família. No esporte, normalmente se relaciona isso com provas, desafios esportivos a serem cumpridos. Aqui foi além. Nesse momento, para ela, o importante não era a atividade, e sim a socialização”, explica a professora Laís.

    Mesmo sem poder praticar as atividades físicas, Emília não deixou de frequentar as aulas. Ia apenas para assistir. Quando os cabelos caíram por causa do tratamento, todas passaram a usar um lenço na cabeça.

    Cleide Soares, 43 anos, uma das alunas da ginástica se emociona ao lembrar. “Ela não se deixou abater. Acredito que a força que tivemos veio dela mesmo. Teve momentos que ela nos levantou. Sofremos juntas, mas sempre acreditamos”.

    Nova luta

    Após o diagnóstico que confirmou, em julho de 2016, a vitória de Emília sobre o câncer na mama, os exames são frequentes. No mais recente, foi detectada uma mancha no fígado. Os médicos decidiram que será necessária a retirada de uma parte do órgão.

    A cirurgia será no dia 19. Mais uma vez no mês de outubro. “Ainda não existe a definição do que é, mas sei que existe a possibilidade de ser câncer. Terei que passar novamente por quimioterapia. Assim como enfrentei e venci uma vez, não vai ser diferente agora”, diz Emília Santos, hoje com 48 anos. Sua equipe do M Nascimento Jr. está mais do preparada para este novo desafio.

     

     

     

    Emília Santos está sentada em um banco. Ela beija e abraça a filha. #pracegover

    Emília Santos está sentada em um banco. Ela beija e abraça a filha. #pracegover
    Emília Santos com colega da turma de ginástica. #pracegover

    Emília Santos está sentada em um banco. Ela beija e abraça a filha. #pracegover
    Emília Santos rodeada pelas amigas da ginástica no M.Nascimento.  Todas vestem camisetas cor de rosa em alusão ao Outubro Rosa. #pracegover

    Emília Santos está sentada em um banco. Ela beija e abraça a filha. #pracegover


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