Prefeitura Municipal de Santos


  • 13 SET 17
    Prefeitura cerca, ilumina e vigia destroços de embarcação
    Área cercada pela Prefeitura é acompanhada pelo Sistema de Monitoramento. #pracegover

    Atração dos últimos dias na areia da praia do Embaré, os destroços de uma embarcação que teria naufragado no fim do século 19 recebem proteção da Prefeitura.

    No local, a Secretaria de Serviços Públicos (Seserp) instalou uma cerca formada por arames envoltos por conduítes amarelos, que estão presos a escoras de eucalipto de dois metros de altura.

    Para manter a visibilidade da área, a iluminação de uma das torres da orla permanece acesa durante toda a noite, sendo desligada somente às 6h30. Já a Secretaria de Segurança (Seseg) vigia os destroços por meio de uma das câmeras do Sistema Integrado de Monitoramento (SIM), fixada naquela direção. Por recomendação do Ministério Público, há ainda ronda ostensiva da Guarda Municipal e da Polícia Militar.

    Responsável pelas pesquisas referentes à origem da embarcação, o arqueólogo Manoel Gonzalez ressalta a importância dos esforços para preservação do material encontrado. “O trabalho está sendo excelente. No início, presenciei atos de vandalismo, com pessoas arrancando pedaços da embarcação e até cavando a areia. Agora há placas com proibição de acesso por se tratar de sítio arqueológico”.

    Sondagem

    Na próxima semana, Gonzalez vai coordenar uma equipe do Centro Regional de Pesquisas Arqueológicas, em conjunto com a empresa EEG Geofísica (de Jundiaí), na sondagem dos destroços, realizado por meio de um radar de penetração no solo (GPR), que emite informações sobre estruturas subterrâneas, depois convertidas em imagens.

    “Com esse estudo, teremos noção de profundidade e dimensão. Também poderemos ver se ainda há emadeiramento e saber se há partes não visíveis ao redor”, explica o arqueólogo, que espera obter novos dados para precisar a origem da embarcação. “Dependendo do material coletado, poderemos identificar o período e fechar as informações”.

    Até o momento, a maior probabilidade é de que se trate de um veleiro inglês naufragado em 1895. A equipe de arqueologia também aguarda autorização da Marinha para promover escavações.

    Foto: Francisco Arrais



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